Reporte de Sessão – Arton Mil #01

Fala pessoal, tudo beleza? Quero compartilhar com vocês os reportes da sessão da mesa de Arton Mil que estou jogando. A campanha se passa em Lamnor no ano 1000 e está bem bacana. Nesta mesa eu sou jogador e o mestre é Marcus Santana, o melhor mestre que conheço. Espero que curtam.


No verão do ano mil, uma caravana de mercadores sai de Rozandir, a capital do Reino de Mortenstenn, seguindo rumo ao sul, para a Cidade-Estado de Minasthar. Além dos mercenários contratados, e dos mercadores que estão indo fazer negócios naquele entreposto comercial entre os Reinos Humanos e o Reino Anão, estão alguns tipos estranhos, por várias razões… 

 
Kalasar, um humano de quinze anos que estuda há dois na Escola de Magia de Greenwood, em Mortenstenn, busca se especializar em Necromancia. Ele é um filho de nobres, demonstrou talento para o estudo, interesse nas ciências ocultas e passou nos difíceis exames admissionais da Escola, sediada em um castelo, que se ergue no topo de uma colina, em uma grande clareira algumas léguas adentro da Floresta da Claricea Vermelha, a leste da capital Rozandir. Logo no ano passado, chamou a atenção do Professor da cátedra de Necromancia, o mago Segnarr BlackBones, que o convidou para ser seu monitor e assistente particular. Por todo o segundo ano tem sido. E agora que a Escola entrou em recesso pela próxima Estação (90 Ciclos), Segnarr continua a se valer de seu assistente para resolver questões dele, em outros locais. Segnarr pediu a seu aprendiz que fosse até Minasthar ficar algum tempo com uma maga importante ali estabelecida chamada Hadessa, a única conjuradora que faz parte do Conselho naquela Cidade-Estado. Ele não especificou quanto tempo seria, nem o que faria nesse tempo, mas disse que, no fim, iria voltar trazendo para ele uma encomenda. Mesmo com todo esse mistério, o jovem aspirante à necromante se dirigiu para Rozandir, ingressou na caravana para Minasthar que mais cedo saísse com um mínimo de segurança, e partiu com ela há uma semana. Nesse tempo, esteve em contato com outros tipos curiosos que faziam parte dessa mesma caravana. 
 
Natanael Hans, um humano paladino do Panteão que está em noviciado na Ordem de Hedryll segue com um cavaleiro mais experiente na Ordem, Alexus Ironhart. De fato, ambos já estavam em jornada há semanas, desde o reino de Northgate, rumo à Cidade-Estado de Minasthar, onde foram designados para se juntar a outros membros da Ordem em uma operação bem importante, iniciada com um pedido de ajuda formal do próprio burgo-mestre Westrade. O fato de passarem por Mortenstenn e se unirem a essa caravana voluntariamente foi apenas por praticidade. Estavam atuando como reforço da segurança durante essa jornada, caso os mercenários contratados não fossem o bastante. 
 
Outro membro ainda dessa caravana era Salin Saiô Saramago, “também conhecido como triplo S”, um elfo alquimista com muitas excentricidades, como querer vender poções de refrigerante para quem segue na caravana, fazendo estranhas promoções… Ele não lutou na Infinita Guerra e deve ter sido um desertor, ou, até mesmo, nunca deve ter sido convocado para lutar, embora já tenha uns três séculos de idade… Não parece morrer de amores por Lenórienn, e se preocupa mais com os lucros de suas poções até do que com o que está vendendo… Esse elfo alquimista, “de cabelos loiros e longos ao vento”, segue para o extremo sul em busca de realizar o sonho de abrir a sua própria loja em Minasthar, que é um polo promissor para empreendedores… 
 
Quando já estavam há mais de uma semana de viagem, passando por uma área de grama seca e amarelada, por mares de morros próximos apenas algumas léguas do Deserto Sem Retorno, a oeste, a caravana se deparou com um incidente na estrada. No alto de uma colina mais adiante no caminho, havia um fogueira. Mais cedo uma outra carroça havia sido atacada e incendiada, e os que haviam feito isso ainda estavam ali: grandes goblinóides, peludos e gordos feito ursos, grandes e se movendo como gorilas, “bugbears”, em um bando de uma dúzia e meia, que ainda devoravam os restos das suas vítimas humanas… 
 
Boa parte da caravana – quatro das cinco carroças que a compunham – recuou e só avançaram os aventureiros e os mercenários. Do leste, correndo sobre as quatro patas, veio um grande urso pardo, para atacar também os bugbears. 
 
O urso era Khobhru Khoraks, um homem transformado por sua fúria e pela maldição. Ele e sua tribo habitavam na parte sul da Floresta da Claricea Vermelha, em uma área escura e fria. Por problemas diversos, o bárbaro assassinou a toda a sua tribo, até a quem amava, e foi amaldiçoado por um xamã pouco antes desse também morrer. A partir daquele momento, a fúria o torna uma fera também no físico, um grande urso. Ele já havia se confrontado com bugbears desde que fugira do sul da floresta e adentrara nas campinas e mares de morros do sudeste de lamnor, tentando se afastar do local de sua tribo devastada. Odiava os goblinóides e não suportava sequer farejá-los. Então, sentindo seu cheiro ao longe no vento, veio para confrontá-los, sentindo-se impelido a eliminá-los e não descansar até acabar com todos eles. 
 
O combate terminou com uma dúzia de bugbears mortos, um mercenário decapitado (a quem chamavam Jack, o Ruivo), os combatentes no geral um pouco desgastados, e meia dúzia de goblinóides fugindo do Efeito mágico que presenciaram matar um deles com um toque de uma mão espectral… Esses é claro foram perseguidos pelo licantropo urso, que só vai cessar sua fúria bárbara ao liquidá-los todos. No fim, por pura coincidência bem na estrada pela qual a caravana segue, mais alguns quilômetros adiante, o tal urso tomba exausto e reverte à forma de um humano, inconsciente, nu… Provavelmente os da caravana pensarão se tratar de alguém assaltado, resgatarão o pobre infeliz e cuidarão dele, enquanto terminam a viagem rumo a Minasthar…
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2 comentários sobre “Reporte de Sessão – Arton Mil #01

  1. Bah, bem legal. Eu gostava de Arton na época de seu lançamento, como multissistema. Hoje, não está entre meus favoritos, por uma série de razões que não precisam ser dias aqui, mas ainda vejo algo de bacana no conceito. Vou acompanhar essa campanha! Bons jogos!

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