Vilanizando o Panteão – A Igreja de Valkária

E aí pessoa, tudo bem? É hora de vilanizarmos outra religião artoniana. Desta vez a, consideravelmente recente, igreja de Valkária. Digo recente porque finalmente seus clérigos são capazes de realizar seus milagres fora das fronteiras de Deheon e finalmente o culto à deusa da humanidade está florescendo em todo o Reinado. Infelizmente parte do clero é um tanto quanto racista.

Finalmente a grande deusa criadora de toda a humanidade, o povo mais influente do Reinado, fora liberta. Poderosos heróis invadiram a mais desafiadora dentre todas as masmorras (meu grupo e eu já morremos umas três vezes durante a tentativa de libertá-la e jamais fomos capazes de chegar até o fim desta aventura… snif snif) e libertaram Valkária. 

A igreja, que até então era restrita apenas a Deheon, se expandiu e ganhou muitos fiéis nos outros reinos, que até então caçoavam dos “clérigos”, que diziam que não tinha poder além das fronteiras do reino capital. O culto da deusa da humanidade floresce com rapidez, especialmente nos reinos dos norte.
 
Em 1408 aconteceu a primeira grande peregrinação à estátua de Valkária. Novos devotos da deusa acreditam que precisam peregrinar uma vez por ano e pedir pelo perdão de sua deusa-mãe. Eles acreditam que são pecadores, afinal faziam pouco caso da fé em Valkária justamente quando a deusa mais precisava.
 
A igreja de Valkária se tornou riquíssima, numerosas contribuições financeiras são feitas diariamente na capital de Deheon. A cidade de Valkária se tornou uma espécie de bastião da humanidade, uma cidade sagrada que é destinada aos humanos. Se não fossem as outras raças que habitam a capital.

Apesar de anões, elfos, minotauros e halflings serem considerados intrusos por esta pequena casta do clero de Valkária, eles são tolerados. Por hora. Tudo graças a, segundo eles, uma ofensa maior à deusa da humanidade: a Favela dos Goblins.

A sudoeste da capital de Deheon fica o gigantesco complexo de “habitações” conhecido como a Favela dos Goblins. Um número incalculável e em acentuado crescimento de goblins vive em tocas subterrâneas e infesta Valkária. A favela é o ícone da pobreza do Reinado e abriga numerosos batedores de carteira e mendigos.

Ao contrário do que apontam os boatos, a imensa maioria da população da favela é composta de  esforçados trabalhadores braçais, que aceitam os empregos que humano nenhum quer e pelos quais são porcamente remunerados. Numerosos goblins saem todos os dias, antes de Azgher aparecer, para trabalhar e por alguma comida, em geral estragada ou em péssima condição, na mesa e alimentar seus muitos filhos, netos e bisnetos.

É claro que a seita mais radical dos clérigos de Valkária ignora este fato e se concentram em relacionar a Favela dos Goblins com a Aliança Negra. 

Porém, algo grande está em andamento. Um plano de limpeza da cidade sagrada dos humanos. Nos documentos secretos, que circulam pelo alto clero, o plano, escrito em lalkar, é conhecido como “holos kaustos”.

Alguém fluente na velha língua poderia traduzir o termo como “todos queimados”…
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