Vilanizando o Panteão – A Igreja de Lena

Hoje é dia de vilanizar outra religião artoniana: o clero da fertilidade e cura. Este post tem tudo para ser polêmico, afinal eu colocarei as inocentes e angelicais clérigas da Deusa da Vida como possíveis vilãs. Mas afinal, o que torna alguém um vilão? Eu acredito que apenas o ponto de vista. Querem conferir o que bolei com a minha mente perversamente criativa?

Abaixo da superfície existe uma Arton quase que inteiramente desconhecida pelos povos da superfície. Nas profundezas rochosas existe Doherimm, o secreto reino anão. A população do reino é composta exclusivamente por membros da raça, ao contrário dos reinos da superfície. Dois terços da população é composta por anões e apenas um terço são anãs, em geral ainda mais reclusas que os machos da espécie. Ao se considerar que muitos anões jamais despertam interesses amorosos em sua vida temos a explicação para a baixíssima taxa de natalidade da raça.

Como servas da Deusa da Vida, existe uma ordem de clérigas anãs de Lena que se devota a garantir a fertilidade do reino. Essa pequena ordem, conhecida como os Seios da Montanha, atua como conselheira da corte de Doherimm desde antes da chegada do primeiro homem em Valkária. Além disso essa ordem organiza casamentos entre anões e anãs de diferentes clãs, sempre incentivando a multiplicação da raça.

Foi assim até 697. Neste ano, segundo historiadores anões, Tenebra, Deusa-Mãe do povo anão, se revelou para o clã Hammerfield. Ela veio e falou com seus filhos sobre uma nova forma de amor, uma benção divina que preencheria seus corações e esta dádiva tornaria mais felizes aqueles que antes nunca encontrariam o amor. Neste ano surgiu o primeiro caso de amor entre anões do mesmo sexo.

Desde então, os Seios da Montanha tem travado uma guerra não armada contra o que consideram a mácula suprema da Deusa das Trevas. Segundo elas, esta é a doença que colocará fim ao glorioso povo anão. Desde 702 elas manipulam a regência de Doherimm para que o Rei sob a Montanha de Ferro condene publicamente a prática e trate de seus doentes.

Séculos se passaram e os Seios da Montanha se tornaram ainda mais radicais. Ao que tudo indica, no ano de 1326 a líder da ordem, Riswynn Lockhart, conseguiu que o Rei Thogar Hammerhead I decretasse que a doença das trevas, como ficou conhecida a dádiva que Tenebra concedeu aos anões, seja considerada um crime que deve ser punido com a morte pública, para que sirva de exemplo.

Riswynn, armada do argumento de que a doença das trevas é uma maldição que Tenebra lançou nos anões para destruí-los lentamente. Segundo ela, essa prática se não erradicada logo acabará com a natalidade do reino, enfraquecerá o seu povo e o condenará ao esquecimento.

Eloquente e carismática, Riswynn atraiu muitas seguidoras ao longos das últimas décadas. Hoje ela lidera quase três dúzias de fiéis clérigas de Lena que a seguem fielmente, pois tomaram para si o dever divino de salvar a sua raça. Além disso ela tem o apoio e simpatia da corte e do exército de Doherimm.

Hoje ela planeja realizar um ritual profano, adquirido em algum ponto ainda mais profundo do que o próprio reino anão, que trará para Arton uma doença terrível e incurável pelos poderes dos Deuses do Panteão. Esta doença, pelo que indica o ritual, só afetará aqueles que têm atos sexuais com membros do mesma sexo. Ela espera que esta maldição seja capaz de aumentar a taxa de natalidade de seu povo e garantir, assim, a sua sobrevivência futura.

Segundo Riswynn não se pode forjar sem martelar a bigorna.

E aí, gostou desse plot? Me diga o que você achou.
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