O RPG que mais me marcou é…?

Fala pessoal tudo beleza? Estive ausente nos últimos dias por diversas razões pessoais, mas agora estou voltando a escrever no blog e pretendo voltar a ter pelo menos dois posts semanais (terminar a série de CDZ em Arton e colocar no papel novos projetos também).

Hoje é o dia do mestre de RPG (parabéns pra todos nós!) e inspirado nesse dia eu queria falar do RPG que foi mais marcante em minha vida: 3D&T.


Sim, Defensores de Tóquio é o RPG que eu penso com mais carinho quando me lembro dos RPGs que já joguei. Mas porque isso? Porque justamente esse RPG tão simples e escrachado é o meu favorito?

As respostas para essas questões estão no ano de 2002, o ano em que eu conheci o hobby e joguei a minha primeira, e mágica, partida de RPG. 

Eu moro em uma cidade chamada Ilhéus, no sul da Bahia, e aqui, como na maior parte do país, o acesso ao RPG é complicado. Portanto o RPG era um hobby desconhecido pra mim, apesar de não inteiramente desconhecido, afinal eu já gostava de videogames do gênero. 

Em meados de 2002 um colega de sala (que se tornou um grande amigo, em grande parte  graças ao RPG) me emprestou um livrinho de capa azul, com uma sigla estranha na capa, e me disse que com aquilo se jogava um jogo muito legal. Levei o livro pra casa e o devorei, li tudo num piscar de olhos e fiquei pilhadão pra jogar.

Alguns dias depois joguei minha primeira partida de RPG. O cenário era Tormenta e o meu personagem era uma fada (ou UM fada) heroi dos ventos. Eu fiquei maravilhado com o que aconteceu naquela tarde mágica, a imaginação ganhava asas e o tempo transcorreu acelerado enquanto o mestre falava de um mundo fantástico e monstros terríveis que nós deveríamos exterminar. Caramba, eu era um heroi e salvei uma cidade!

Não ligávamos para coisas que escutamos, e muito, de outros RPGistas da cidade como: “regras ruins” ou cópia do “cenário X” ou “isso é banalização do RPG”. Éramos pouco mais que crianças e tudo o que importava era a diversão. E como nos divertimos com esse “livrinho” de capa azul e sigla estranha. Quem critica o 3D&T não consegue imaginar como é ser RPGista em uma cidade do interior da Bahia. Não tínhamos quem nos apresentasse o “sensacional” D&D ou o “requintado” Vampiro. Mas, em bancas de revista e custando apenas R$ 9,90 encontramos o 3D&T. E como isso nos divertiu.

Óbvio que, eventualmente, migramos para o D&D, passamos pelo Vampiro e outros RPGs depois disso. Mas o 3D&T foi o responsável por nos apresentar esse mundo novo. Nos cativou. Cabia nos nossos bolsos e era a nossa diversão garantida do final de semana.

Se hoje sou RPGista agradeço ao 3D&T. E esta é a minha pequena homenagem ao “livrinho” que me tornou mestre de RPG.

PS: Até hoje continuo jogando com o mesmo pessoal que comecei a jogar. Ainda em Arton. E 3D&T é sempre lembrado com muito carinho por todos nós.

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